Terminal Intermodal de Campanhã
A área de intervenção apresenta zonas com capacidade de integração e penetração no tecido urbano envolvente e de articulação com um conjunto de parques, quintas e espaços verdes da cidade e, a vários níveis, com o centro do Porto, capazes de reforçar a estrutura ecológica municipal.
O conjunto de atividades que estruturaram as ações deste projeto enquadra-se na Prioridade de Investimento 4.5 – “Promoção de estratégias de baixo teor de carbono para todos os tipos de territórios, nomeadamente as zonas urbanas, incluindo a promoção da mobilidade urbana multimodal sustentável e medidas de adaptação relevantes para a atenuação”, bem como nas linhas de orientação e objetivos dos principais referenciais estratégicos europeus, nacionais e territoriais.
O projeto consubstancia uma solução transversal de resposta a uma área depauperada do território da cidade do Porto, em termos sociais, económicos e urbanísticos, com elevado índice de poluição do ar e com significativa relevância à escala intermunicipal.
A construção do TIC pressupôs a leitura alargada do equipamento, enquanto parte integrante do Interface Intermodal de Campanhã, tendo por objetivo a formalização do Interface Metropolitano do Porto, na zona oriental. Enquanto parte funcional do Interface, desempenha um papel determinante no funcionamento do sistema de transportes de passageiros metropolitano, tendo como objetivo a articulação de redes de transporte público urbano, inter-concelhio, regional, nacional e a ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, plasmando conceitos de Intermodalidade, Multimodalidade e Interoperabilidade, pelo rebatimento de serviços de transporte de diferentes níveis num mesmo polo da rede.
A localização na extremidade oriental, a confluência de importantes eixos rodoviários e a existência da infraestrutura ferroviária faz com que a área seja vista, numa estratégia de mobilidade urbana, como ponto-chave de rebatimento do tráfego rodoviário de passageiros proveniente de grandes eixos, tendo por objetivo diminuir a circulação de veículos pesados no centro, sendo um ponto agregador de grandes fluxos a nível metropolitano e regional, e um polo gerador de novos fluxos, hub potenciador do desenvolvimento local, urbano e regional. A construção do TIC assumiu vital importância na dinamização de Campanhã, a sua localização e conveniente integração dos modos de transporte, além das potencialidades referidas, contém um grande potencial enquanto polo gerador de desenvolvimento económico e social à escala metropolitana, permitindo alavancar a requalificação desta zona e potenciando o investimento privado na mesma, indo de encontro às prioridades de promoção da regeneração urbana, incluindo a promoção de acessibilidades e da coesão territorial.
O edifício do TIC perfaz uma área bruta total de construção de cerca de 24.000 m2, que integra, para além das áreas utilitárias de funcionamento viário, áreas complementares de apoio ao público e áreas administrativas e de gestão do edifício. O edifício, integralmente coberto mas fortemente ventilado, é naturalmente iluminado através de grandes aberturas.
A área de intervenção total do projeto é de cerca de 57.000 m2, ocupando o território afeto ao equipamento TIC e aos equipamentos pré-existentes que se pretendem articular.
Dos elementos urbanos integrados no mapa orgânico da intervenção destaca-se a Estação de Campanhã, nomeadamente os acessos aos cais de embarque da linha férrea e o acesso à estação de metro local.
O projeto assenta fortemente na disseminação de um manto verde, de dimensão e escala consideráveis, que cobre toda a área de equipamento construída à cota baixa, e que se estende como uma mancha orgânica e arbórea, até aos limites da área de intervenção.



