Cultura para Todos
Com uma programação multidisciplinar anual, procurou estimular a participação de grupos socialmente desfavorecidos e permitiu a igualdade de oportunidades na fruição cultural, procurando-se quebrar as barreiras geográficas, económicas e sociais pela deslocalização do programa para locais onde o acesso à cultura poderia estar mais condicionado.
Existem hoje diversos exemplos em toda a Europa que revelam as potencialidades da utilização de atividades culturais, artísticas e criativas na implementação de soluções inovadoras, com vista ao fomento da participação social, de novos formatos educativos/formativos, na valorização da componente de lazer nas vivências quotidianas, no apoio social, no sentimento de pertença, entre outros.
As atividades do Cultura em Expansão promoveram um crescente investimento na participação da população local e do envolvimento do público de todas as faixas etárias, que foi convidado a participar ativamente, conhecer e interagir com a comunidade artística. Promoveu-se a participação do público enquanto agente ativo na criação de programas culturais e artísticos que refletem as suas opiniões, gostos e interesses, sendo os mesmos apresentados nos seus espaços/locais de convivialidade, enaltecendo o local ele próprio como espaço de culturas tendo em mente os contornos da diversidade cultural. Os projetos de processo criativo acompanhado com grupos de residentes são mais extensos e desenvolvem-se por todo o território, estreitando a ligação entre a arte e os seus públicos, num processo de coesão social.
Através do Cultura em Expansão desenvolveram-se projetos inovadores ao nível de respostas integradas destinadas ao público-alvo deste programa que aumentaram a coesão social e os sentimentos de pertença à comunidade, através da participação cultural e artística. O Cultura em Expansão cumpriu, na sua essência, a dupla intenção cultural e cívica de levar a arte a todos e todos à arte, incentivando todos os públicos a participar, conhecer, interagir e tornarem-se parte vital da criação e vida artística da cidade.
Para a apresentação do programa Cultura em Expansão, foi criado um modelo estruturado, a partir da coesão entre estruturas artísticas e associativas, que nele ganham um novo papel de participação e de construção no projeto.
Foi criada uma rede de apresentação com as estruturas do Auditório da Junta de Freguesia de Campanhã, do Auditório do Grupo Musical de Miragaia e da Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira – Previdência/Torres, que assumiram, em 2019, o papel de três novos centros culturais na cidade do Porto. Em 2020 o projeto foi alargado a um quarto território com a integração da Associação de Moradores na Bouça.
Em cada uma destas estruturas associativas, existe uma estrutura artística parceira residente, que foi convidada a coprogramar e a coproduzir toda a programação, cada uma no seu território, aberta à participação do público e à interação com as coletividades locais.
Estes parceiros no terreno, Visões Úteis em Campanhã, Confederação em Miragaia, Teatro do Frio na Pasteleira e Sonoscopia na Bouça, são fundamentais para garantir o sucesso do programa, pois para além de efetuarem o acompanhamento artístico e garantirem a produção executiva de todas as atividades, são responsáveis pela mediação de públicos juntos das associações, serviços e agentes de envolvimento locais (Junta de freguesia, escolas, associações, entre outros).
A criação destes polos permitiu um maior envolvimento da população com os projetos apresentados e com o trabalho das associações parceiras.
Ao longo do ano teve lugar ainda a Programação Satélite que apresentou um conjunto de iniciativas por toda a cidade, para lá dos quatro territórios em foco, dando continuidade a um trabalho de articulação com outras associações, estruturas e artistas.


