Controle de cheias na bacia da Ribeira da Asprela

Programa
Fundo Ambiental
Enquadramento
Administração Central
O projeto consistiu na criação do Parque Central da Asprela, situado a sul e a poente da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e a sudoeste da linha do Metro e da Rua Alfredo Allen, como resultado de uma parceria entre o Município do Porto (através da empresa municipal Águas e Energia do Porto) e as seguintes instituições: Universidade do Porto e Instituto Politécnico do Porto. Esta intervenção teve como objetivo primordial promover a mitigação da ocorrência de cheias e inundações, garantindo, deste modo, a proteção de pessoas, bens e infraestruturas.

O Parque Central da Asprela encontra-se rodeado por faculdades, institutos, centros de investigação, hospital e pela linha do metro, sendo, por isso, uma zona considerada prioritária. Este local é, igualmente relevante atendendo ao contexto das alterações climáticas e à perda de biodiversidade no meio urbano.

Como tal, o projeto contemplou a estabilização e reabilitação do leito e margens da Ribeira da Asprela, com recurso a soluções baseadas na natureza, a criação de bacias de retenção naturais, a consolidação da estrutura verde e o consequente aumento da permeabilidade. Paralelamente, foram criados percursos pedonais e cicláveis ao longo da linha de água, de modo a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos utentes e para o incremento da mobilidade suave.

Descrição da Foto
Objetivos
Promover a qualificação territorial e ambiental, através de ações de minimização de riscos de cheias e inundações, garantindo a segurança de pessoas e bens;
Fomentar a valorização e proteção dos recursos hídricos num meio marcadamente urbano;
Incentivar o acesso da população a espaços de contacto com a natureza em áreas de elevada densidade populacional;
Contribuir para o cumprimento dos objetivos da Diretiva “Quadro da Água”, transposta para a legislação nacional através da Lei da Água, designadamente no que respeita à melhoria das condições hidrogeomorgológicas da ribeira.
Publico-alvo
Alunos e colaboradores das faculdades, institutos e centros de investigação e utentes do Hospital de S. João, do IPO e do Metro do Porto.
Principais Ações
As ações incluídas no projeto, tiveram como objetivo o controlo de cheias e inundações, numa perspetiva de prevenção e gestão de riscos, como forma de adaptação às alterações climáticas e, consequente redução da vulnerabilidade do território, e, foram as seguintes:
Criação de uma bacia de retenção, dividida em três sub-bacias para tirar partido da topografia do terreno e maximizar o volume armazenado;
Estabilização do leito e das margens;
Reperfilamento da linha de água para garantir o bom escoamento das águas;
Modelação do terreno para a acomodação de um volume de cheia com período de retorno de 100 anos;
Otimização do coberto vegetal para maximizar a proteção dos recursos hídricos e potenciar a fixação de biodiversidade.
O sistema hidráulico do Parque Central da Asprela foi desenhado para reter à superfície um volume de água estimado em 10 000 m3, através do dimensionamento de um caminho-dique e da modelação do terreno. Este volume de retenção permite retardar a entrada da água que converge no parque nas infraestruturas entubadas da ribeira. 
Principais resultados
Os principais resultados do projeto traduzem-se nos números apresentados abaixo:
Reabilitação de 594 m de ribeira com soluções de base natural;
Capacidade de retenção de 10 000 m3 associada às bacias de retenção natural criadas; 
Áreas verdes: 54 712 m2 (90% do total);
Preservação de mais de 700 árvores existentes (salgueiros, choupos e amieiros), cujas copas correspondem a 60% do total da vegetação;
Zonas de clareira que representam 35% da zona do parque, com exposição solar direta, 30% de zonas de semi-sombra e 35% de zonas de sombra; 
Criação de mais de 2 km de caminhos pedonais e cicláveis, acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida e de 120 m de caminhos informais, exclusivamente pedonais;     
O volume de água retido pelas folhas das árvores, durante uma chuva torrencial, está estimado em 510 m3;    
O total de árvores irá absorver um volume anual de água calculado em 8500 m3;
A estrutura arbórea do parque tem potencial para sequestrar 119 toneladas de carbono por ano;
O efeito atenuador das temperaturas de ponta, dentro do parque, está estimado, em média, entre 3 a 6 graus.
Custo total elegível
1.668.563,94 €
Custo elegível do Município do Porto
519.595,47 €
Valor total do apoio financeiro
1.000.000,00 €
Valor do apoio financeiro ao Município do Porto
315.900,00 €